terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

2003-06-28 Como tudo começou...


É difícil já me lembrar de todos os pormenores de como tudo começou...
Após vários anos de companheirismo com os meus amigos (quase todos eles pescadores, uns de mar, outros de pesca de águas interiores), e após desde miúdo ter sempre tido em mim o vício da caça, fui passear à feira de S.João em Évora (de onde ela era originária), e combinei jantar com o amigo Ricardo, que já à alguns anos está em Évora. Foi nessa noite de dia 25-06-2003, quarta-feira, que o Ricardo se saiu com a dita ideia "Porque não vens passar o fim-de-semana a Évora, eu combino também com a minha namorada, e íamos todos para a barragem do Monte Novo. Levávamos um grelhador, passávamos lá o dia, e pescávamos para passar também o tempo."
Não me pareceu má ideia, e assim ficou combinado.
Na sexta-feira, lá fui com a minha namorada até Évora, e durante a tarde, tive de ir comprar material de pesca. O Ricardo, sugeriu que cana e carreto fosse comprado na feira, porque como era só para a brincadeira, não valia a pena gastar muito dinheiro. Assim sendo, na loja, apenas compramos asticot (para os chichitos e carpas), e comprei também uma amostra Rapala Original, cor firetiger (essa amostra ainda se encontra no meu actual estojo de pesca), para caso de optarmos por pescar um pouco ao achigã.
Após jantarmos na feira, lá fomos comprar a cana e carreto, onde o famoso pregão "5€, Abre o olho" ficou famoso, e tornou-se uma das frases do fim-de-semana.

Sábado... o dia em que o bicho da pesca me pegou e nunca mais largou.
Combinamos o ponto de encontro às 7h00 nas bombas da gasolina (já não me lembro de que marca, mas ao ponto que as gasolineiras andam mais chulas que nunca, não merecem aqui o nosso patrocínio e publicidade gratuita).
Nada faltava... um belo dia solarengo, comida e bebida, material para a pesca... o potencial de um dia bem passado era bem alto.

Assim que chegamos... montamos cana ao fundo para ver se apanhávamos uma daquelas carpas bem grandes, características do Monte Novo.
Depois... lá fomos fazer uma amostrada, e voltamos até ao ponto... achigã... um dentro de medida, apanhado pelo Ricardo.

Aí sim, começou o alarvejanço e brincadeira total... dois malucos, em ténis e calções, com água um palmo acima dos joelhos, e com uma média no bolso, a apanhar chichitos perto da vegetação... os chichitos estavam tão ferozes, como nós os dois a virar médias...

Perto da hora de almoço, chegaram mais dois companheiros, o Nuno, e outro rapaz que lhe peço desculpa mas não me recordo do nome. Nessa altura, a grade que tínhamos levado, já estava de rastos.

O Nuno levou mais cerveja, e chegou a hora de acender o grelhador. Grande almoço, belo petisco... tudo em bom. Um bocado mais tarde, chegou também o amigo Baltazar, e assim converteu-se a trupe em quatro malucos dentro de água, com muito bom ambiente e muito divertido. E pelo som daquela barragem, parecia haver hipopótamos pelo som que se ouvia (havia malta que a arrotar, fazia o Homer Simpson parecer um menino bem comportado).

Um dia à maneira... o peixe que se apanhou não foi muito, mas o convívio, o pagode, e tudo o que se passou, deu-me mais alento, para depois de picado pelo Ricardo, tentar ir com ele às douradas, no rio Mira, com um pequeno bote que ele tinha... mas essa é outra história, que contarei brevemente.

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